sábado, 17 de novembro de 2012

Pai perde filho e cria campanha antidrogas em redes sociais, no CE

O envolvimento do filho com as drogas começou ainda na adolescência.

A campanha, nas redes sociais já alcançou 200 mil compartilhamentos.

Imagem que virou símbolo da campanha foi compartilhada mais de 130 mil vezes em rede social (Foto: Venicio Guimarães)Imagem que virou símbolo da campanha foi compartilhada mais de 130 mil vezes em rede social (Foto: Venício Guimarães)

A tristeza com o desaparecimento e a morte do filho de 30 anos, em junho de 2012, usuário de drogas, fez com que o empresário e advogado Venício Guimarães, de 50 anos, tomasse uma atitude para evitar que outros pais e filhos passassem pelo mesmo sofrimento. Ele criou uma campanha de conscientização nas redes sociais contra o uso de drogas, especialmente, crack. "Se conseguir salvar uma vida que seja, já terá valido a pena", diz.
Fundada em redes sociais há cerca de uma semana, a campanha “Alerta Juventude” já tem mais de 200 mil compartilhamentos nas duas postagens do Facebook, e já foi vista por cerca de 50 milhões de pessoas em todas as partes do país e no exterior. O empresário se diz surpreso com a repercussão, já que a divulgação inicial, de apenas uma fotografia, foi somente para os amigos mais próximos. "Quando vi que muita gente estava divulgando a fotografia como um alerta contra o uso de drogas, resolvi criar a campanha."
Quando vi que muita gente estava divulgando a fotografia como um alerta contra o uso de drogas, resolvi criar a campanha"
Venício Guimarães, fundador da campanha Acorda Juventude
Segundo Venício Guimarães, o envolvimento do filho Thiago Montezuma Guimarães de 30 anos, com as drogas começou ainda na adolescência, com 14 anos. "Começou com a maconha, passou por outras e chegou ao crack. Como consequência, começou a praticar pequenos furtos, passou para os roubos e chegou aos assaltos".
Thiago foi preso, condenado e cumpriu pena em um presídio. "No dia em que ele saiu do presídio, estava acertado a internação em uma clínica de recuperação, mas ele desistiu, disse que não queria mais ir". Foi embora para o Maranhão, onde vivia com a mulher e os dois filhos", conta o pai.
No dia 30 de junho de 2012, saiu de casa dizendo para a mulher que iria encontrar um amigo, mas nunca mais apareceu. "A minha nora recebeu um telefonema de uma pessoa não identificada, informando que o meu filho havia sido assassinado, mas o corpo nunca foi encontrado", diz.
“Sou um aprendiz da vida, mas catedrático em dor, por causa do crack quero salvar vidas. Quando soube da morte do Thiago passei um dia e uma noite como um 'siri em uma lata'. Gritando, chorando e tentando buscar explicações para o que havia acontecido e como essa tragédia poderia ter sido evitada, mas não obtive respostas satisfatórias".
A partir da próxima semana, toda quarta-feira, o empresário Venício Guimarães vai estar na Associação Beneficente Parque do Cocó, em Fortaleza, dando testemunhos de vida aos pais e jovens com problemas relacionados ao uso de drogas. A ideia da associação, segundo Venício, veio depois da repercussão da imagem e da mensagem de alerta nas redes sociais.
Serviço:
Sede da Campanha "Acorda Juventude"
Associação Beneficente Parque do Cocó
Rua Tomaz Rodrigues, 184 - Aldeota
Fone: (85) 3267-5139
Quartas-feiras, das 8h às 11

Fonte -  site G1

Exposição online mostra o 'antes e depois' das drogas



Está em cartaz no site do fotógrafo inglês Roman Sakovitch o projeto  "HALF". Nele, consta fotos de ANTES e DEPOIS das drogas nos jovens, que é o nosso público alvo.




Órgão de trânsito poderá usar aparelho para identificar consumo de droga

Leonardo Prado
Aureo
Aureo: a fiscalização sem esses aparelhos compromete a comprovação da infração.
A Câmara analisa proposta que autoriza os órgãos de fiscalização de trânsito a usarem qualquer aparelho homologado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para identificar o uso de drogas por motoristas. A medida está prevista no Projeto de Lei 4058/12, do deputado Aureo (PRTB-RJ), que modifica o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97).
O deputado lembra que já são utilizados os conhecidos bafômetros para avaliar o consumo de álcool pelos condutores, mas que só isso não é suficiente.

“Apesar de já existirem no mercado aparelhos capazes de apurar o uso de substâncias psicoativas que determinem dependência, como anfetaminas, cocaína, heroína, maconha, entre outras drogas, o procedimento fiscalizatório ainda não se utiliza de aparelhos para verificar o consumo de tais drogas, o que acaba por comprometer a comprovação da infração decorrente do uso de substâncias ilícitas”, alerta.
Tramitação
A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Viação e Transportes; e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara de Notícias

sexta-feira, 16 de novembro de 2012


Brasil oferece 0,34% dos leitos que seriam necessários para tratamento de dependentes químicos

O Brasil oferece cerca de 32,7 mil leitos para internação de doentes mentais. Porém, se o país tivesse que cumprir a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de manter um número de vagas na área de saúde mental suficiente para internar 0,5% da população do país, seriam necessários 950 mil leitos.
Números do próprio MS reforçam que são necessários mais leitos no Brasil: “3% da população brasileira têm transtornos mentais severos e persistentes, mais de 6% têm transtornos psiquiátricos graves decorrentes do uso de álcool e outras drogas e 12% necessitam de algum atendimento em saúde mental, contínuo ou eventual”.
Com o número atual de leitos no Brasil, de um para cada grupo de cerca de 5,8 mil pessoas, a possibilidade de dar tratamento a quem precisa de cuidados de saúde mental é quase nula. E para os dependentes químicos esse cenário é pior.
Dos 32,7 mil leitos, estão disponíveis apenas 11,5 mil leitos para os dependentes químicos: 2,5 mil leitos nos hospitais gerais e 9 mil leitos nos Caps, hospitais psiquiátricos e prontos-socorros gerais e psiquiátricos.
“Há insuficiência de estrutura para tratamento. Temos apenas 258 unidades de Caps AD, para 190 milhões de habitantes”, constata a senadora Ana Amélia (PP-RS).
Diante desses dados, a sociedade vem encontrando saída, para o tratamento de dependentes químicos no Brasil, na esmagadora maioria dos casos, apenas no tratamento oferecido por comunidades terapêuticas, muitas delas sem qualquer regulação ou fiscalização do Estado.
“Até a Organização Mundial da Saúde reconhece o assessoramento das comunidades terapêuticas, especialmente no Brasil, em que a participação do Estado é muito pequena”, diz Ana Amélia. 
Fonte: www.senado. gov .br

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Política Antidrogas: projeto pode dar novos rumos ao tratamento dos dependentes químicos no Brasil

http://www2.camara.leg.br/radio/materias/FEIJOADA-COMPLETA/429226-POLITICA-ANTIDROGAS:-PROJETO-PODE-DAR-NOVOS-RUMOS-AO-TRATAMENTO-DOS-DEPENDENTES-QUIMICOS-NO-BRASIL-BLOCO-1.html


Entre os destaques da semana, a proposta que altera a lei antidrogas, com a participação de representantes da Câmara dos Deputados, do governo de Minas Gerais, que criou uma subsecretaria para tratar da questão das drogas, e da Associação Brasileira de Estudos sobre Álcool e outras Drogas. Discutimos ainda as eleições nos EUA e sua influência na relação do governo norte-americano com o Brasil. Ouvimos Virgílio Arraes, professor de história contemporânea e relações exteriores da UnB, e o deputado Duarte Nogueira (PSDB/SP), que participou como observador das eleições presidenciais de 2008. Além disso, o tempero especial dos nossos colunistas!
Apresentação: Edson Junior e Geórgia Moraes

FONTE: AGÊNCIA CÂMARA DE NOTÍCIAS

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Bolívia, Brasil e EUA começam programa de controle da folha de coca


France Presse


Bolívia - Os governos de Bolívia, Brasil e Estados Unidos começaram na sexta-feira na região boliviana do Chapare a utilizar um sistema de satélite para controlar a redução das áreas plantadas com folha de coca, constatou a AFP.

"O narcotráfico precisa ser derrotado de maneira conjunta, compartilhando os esforços entre os Estados. Esta é a grande contribuição deste sistema, deste plano trilateral entre Bolívia, Estados Unidos e Brasil", afirmou o ministro de Governo boliviano, Carlos Romero.

O embaixador do Brasil em La Paz, Marcel Biato, e o encarregado de Negócios dos Estados Unidos, John Creamer, entregaram no povoado de Chimoré, no Chapare, equipamentos GPS (Sistemas de Posicionamento Global, em inglês), no âmbito de um convênio antidrogas assinado em janeiro.

O convênio trinacional, que durará um ano, tem por objetivo promover a coordenação técnica e científica entre os países signatários, para buscar um melhor controle e maior precisão nas áreas de cultivo de coca excedente para sua erradicação, com um orçamento de 350 mil dólares.

Os equipamentos GPS permitem verificar in situ a quantidade de coca erradicada e depois fazer um acompanhamento para voltar a monitorar se os agricultores semearam novamente a planta, um problema não resolvido na Bolívia.

A Bolívia conta com 31 mil hectares de coca, segundo dados das Nações Unidas, dos quais apenas 12 mil são legais para uso tradicional, como a mastigação, a infusão e em rituais religiosos andinos.

O país vem erradicando desde o fim da década de 80 do século passado, manualmente e com a participação de policiais e militares, entre 5 e 10 mil hectares anuais, mas, enquanto os governos destroem plantios, os agricultores voltam a semear mais coca.

A planta milenar também é matéria-prima para a fabricação de cocaína, uma atividade na qual a Bolívia ocupa o terceiro lugar mundial, depois de Peru e Colômbia, segundo a ONU.

Fonte: Correio Braziliense.com.br

MOVIMENTO PARA NOIA